Da água mortífera à água que salva: Georges Vigarello e a história social das práticas de higiene corporal e sua relação com as epidemias, por Cibele Barbosa

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Durante as últimas semanas, imagens de lavagem das mãos invadiram as telas dos nossos aparelhos de televisão e dos nossos smartphones. Autoridades de saúde e até artistas nacionais e internacionais se empenharam em alertar a população de que vidas dependiam de um gesto simples e aparentemente naturalizado na nossa sociedade. O vírus que está ceifando vidas mundo afora não resistiria ao bom e velho hábito de higiene. Para muitos, ainda é preciso ver e ouvir à exaustão recomendações e instruções sobre o cuidado de si para não infectar os outros. Alguns analistas alertaram que, em países como o Brasil, onde mais da metade da população não dispõe de serviços de esgoto nem de abastecimento regular de água, adotar essa medida esbarra no teto da precariedade das moradias e dos serviços básicos.

Embora o tema seja da maior importância, é fato que o recurso à higiene pessoal não depende exclusivamente do acesso às condições de saneamento. A campanha de prevenção exaustiva focada em nos (re)ensinar essa prática ocupou meios de comunicação de todos os países: do maior ao menor IDH.

Ao ver essas imagens, comecei a lembrar-me de uma amiga francesa que comentara com um certo espanto que, no Brasil, as pessoas usavam muita água sanitária, e também que eu era maníaca porque costumava lavar as mãos todas as vezes que ia comer. O hábito de muitos brasileiros de tomar banho mais de uma vez por dia também era visto com um certo desdém divertido. Outro fato curioso, que não escapou a um outro amigo estrangeiro, era o fato de que, aqui no Recife, a classe média não dispensava um galão de água mineral para beber nem água sanitária para lavar frutas. Imediatamente me lembrei das campanhas massivas às quais assistia na televisão desde a infância, campanhas que nos impeliam ao uso da velha e boa água sanitária ou, em termos mais científicos, hipoclorito de sódio. A campanha do governo do Estado visava orientar a população a limpar os alimentos para evitar que o vibrião colérico atacasse nossos corpos. Rapidamente, o uso do bactericida transformou-se em uma compulsão nas casas, mesmo após o fim do surto do cólera.

O simples exercício de localizar, tanto temporalmente quanto geograficamente, práticas cotidianas que foram naturalizadas há pouco tempo por alguns grupos sociais e que ainda são estranhas a outras latitudes, aliado ao momento atual em que estamos sendo ensinados e incentivados a fazer o uso do duo água e sabão, incitou-me a vasculhar livros que há muito não via e esbarrar com a obra Le Propre et le Salle. L´hygiéne du corps depuis le Moyen Âge (O limpo e o sujo: a higiene dos corpos desde a Idade Média) de Georges Vigarello. Originalmente lançada em 1985, também conta com uma versão em português publicada dez anos depois.

No Brasil, esse professor da universidade de Paris V e pesquisador da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais é mais conhecido por ter sido um dos organizadores dos três volumes da obra História do Corpo, juntamente com Alain Corbin e Jean-Jaques Courtine. De modo geral, toda a produção de Vigarello orbita em torno de uma história do corpo. Seus trabalhos História da Beleza e O sentimento de si fornecem diferentes chaves de pesquisa para se pensar o corpo como “objeto suscetível de elucidar épocas e sociedades” (Vigarello, 2013). Corpo que, como bem nos lembra LeBreton, transcende a mera compreensão biológica para se constituir em um campo de conhecimento, carrefour de imaginários e usos sociais (Le Breton, 2002; Boltanski,1974).

Na introdução de Le propre et le sale, Vigarello afirma que a história da limpeza corporal é, antes de mais nada, uma história social. Ao estudar as representações que estabelecem limites para os corpos, moldam e modulam suas aparências, bem como sugerem seus mecanismos internos, o autor procura destacar como essas representações adquirem historicamente diferentes contornos e, desse modo, informam as percepções, afetam os campos de produção de sentido e a construção de subjetividades. Um bom exemplo dessa historicidade dos sentidos e valores atribuídos à noção de limpeza corporal é mostrado logo nas primeiras páginas do livro: “A limpeza no século XVII, ligada essencialmente à vestimenta e a aparência imediata (…) é bem diferente daquela que, mais tarde, se investe na preservação de organismos e na defesa da população” (Vigarello, 1985,p.10).

Um aspecto que deve ser mencionado de antemão é que, embora o título não o especifique, a história contada pelo nosso autor é basicamente uma história francesa com algumas referências a outros países europeus. Do ponto de vista metodológico, o trabalho também é bastante francocentrado: em grande medida, a obra de Vigarello é debitária das obras de Foucault. Pensar o corpo como uma construção social, um locus complexo e relacional sobre o qual formas de enunciação e técnicas de poder atuam, é a pedra de toque do pensamento foucaultiano, aqui forçosamente resumido. É sob esse viés, também na esteira de Bourdieu e de Elias, que Vigarello norteia a interpretação da sua farta documentação histórica em Le propre et le sale.

Assim como Foucault, Vigarello não evoca a preocupação em definir ou oferecer um estatuto para o corpo; não pretende discuti-lo ou defini-lo ontologicamente. Nesse sentido, seus trabalhos se concentram sobre as práticas e discursos externos aos corpos, deixando de lado uma “história psicológica e afetiva do controle disciplinar” (Honneth, 1993, p.21). Esse foi, inclusive, um dos fatores que levaram o próprio Vigarello a relativizar, anos depois, a presença foucaultiana nos seus escritos posteriores. Por não ser minha intenção detalhar as diferentes interpretações e controvérsias sobre a leitura construtivista do corpo na obra foucaultiana, retornarei ao nosso Le propre et le sale. Uma outra presença analítica inegável no seu texto é a dos trabalhos da chamada Escola dos Annales, já que o autor toma de empréstimo alguns elementos caros aos estudos de história das mentalidades e sensibilidades (Febvre,1941; Duby,1961).

Isso dito, enquanto os historiadores das mentalidades apostavam em análises seriais de documentos públicos para compreender as “mentalidades coletivas”, o autor de Le prope et le sale apostou em cases a partir de uma perspectiva microdocumental, aproximando-se da nascente corrente da micro-história italiana, naquela época não tão conhecida. Aliás, documento é algo que não falta às análises do autor, que percorre obras literárias, tratados de medicina, documentos legislativos, despachos governamentais e autobiografias desde a Idade Média até o final do século XIX. Suas conclusões se apoiam basicamente em testemunhos escritos, relegando à documentação iconográfica um espaço menor, porém não menos importante.

Esses escritos, quando convocados a integrarem a narrativa do livro, revelam-nos que a associação entre a água e os cuidados com o corpo possui uma longa história. História na qual, durante um bom número de séculos, a água gozou de um papel secundário no imaginário europeu, ao menos no que se referia à noção de limpeza.

Um dos primeiros documentos apresentados pelo autor para ilustrar a proposta do livro é uma cena de toillette do personagem Don Carlos, narrada no Roman Comique de 1651. Na cena, a atenção à limpeza se concentrava na roupa do corpo; nenhuma referência ao uso da água.

Montaigne assinalava o desaparecimento do banho em meados do século XVI: costume “perdido” que se observava “no passado em todas as nações”. Esse passado pode ser exemplificado pelos banhos que marcaram a Roma Antiga e que, na Alta Idade Média, ainda tinham espaço nos hábitos da sociedade. Nesse caso, não com a finalidade de limpeza, mas como diversão: os banhos coletivos onde homens e mulheres compartilhavam a mesma banheira eram comuns no imaginário gótico. No pórtico da catedral de Auxerre, há uma representação de um rapaz sendo massageado e banhado por mulheres. Nos banhos termais da Alta Idade Média, a nudez não era interditada e não havia sequer separação por idades ou por sexo.

A implantação da sociedade burguesa na era moderna vem acompanhada de um maior controle dos corpos. “A história dos balneários públicos se aproxima a uma história da lenta instauração da distância física” (Vigarello,op.cit.,p.38). Associados à promiscuidade e à promoção da desordem social, esses espaços coletivos são vistos como loci de subversão e balbúrdia, sofrendo uma série de regulações ao longo do século XV. A internalização dessas normas vai, aos poucos, transformando as representações e percepções dos corpos, as quais passam a nutrir exigências de pudor.

Normas e novos sentidos se impõem aos contatos físicos no espaço público. Essa transformação é enquadrada por Norbert Elias como exemplo do processo civilizador, sob o qual os interditos oficiais voltados para a exposição pública dos corpos surgem como sinais de internalização de regras sociais e maior controle corporal.

Não poderia, porém, deixar de citar o trabalho de Hans Peter Duerr, autor que questiona em detalhe a tese de Elias acerca do processo civilizador, ao demonstrar que a “movimentação descontraída de homens e mulheres nus nos balneários e banhos ao ar livre no início da Idade Média” não significava uma menor regulação na gestão dos “ afetos”. Pelo contrário: havia maior controle social espontâneo. A crítica de Duerr à teoria elisiana do processo civilizador se desdobra, aliás, na demonstração de que outras sociedades não “modernas” ou “tradicionais” apresentavam códigos internos de regulação dos corpos mais ou menos explícitos, codificados em textos ou imersos em práticas. Desse modo, o autor avança na discussão ao considerar que tanto a sociedade da Alta Idade Média Ocidental como as culturas não europeias não se encaixam em representações dicotômicas simples como aquela entre o “rude” e o “refinado” (Duerr, 2002, p.13).

Embora esta seja uma discussão instigante, que pretendemos retomar em outro texto, fato é que, seja pelo “processo civilizador” da Modernidade ou não, um acontecimento afetou diretamente a relação da economia dos corpos no espaço público com o uso da água: a Grande Peste que assolou a Europa no século XIV. As medidas de isolamento para evitar o contágio atingiram em cheio os balneários coletivos medievais. Havia a crença de que o líquido presente nos banhos poderia abrir os poros e deixar o corpo mais suscetível ao contágio. “Fujam dos banhos, ou então morrerão”, aconselhava uma publicação sobre prevenções da Peste em 1513 (Vigarello, op.cit.,p.16).

O medo da água infiltrante e enfraquecedora permeou o imaginário europeu e, em especial, o francês nos séculos ulteriores à Peste. O rei Luís XIV poucas vezes se permitiu tomar banho, e as exceções tinham caráter médico: no caso do monarca, a recomendação para o banho se deu em razão de uma série de convulsões e tremedeiras seguidas de feridas nas nádegas; a água serviria para umedecer o corpo.

Para tal feito, eram necessários cuidados no banho para evitar que a água se infiltrasse no corpo ou que estivesse muito morna, pois o calor supostamente enfraqueceria os órgãos. O rei, porém, nunca se acostumou ao bain de chambre: tinha fortes dores de cabeça (o banho enchia a cabeça de vapores) e, por essa razão, não mais quis repetir o ritual.

As banheiras de mármore que ornamentavam os palácios possuíam um valor mais ostentatório do que prático: remontavam ao cenário dos antigos romanos. A água era um espetáculo para os olhos, como as fontes artificiais que serviam de entretenimento para a Corte. Nenhuma correlação, portanto, com a prevenção sanitária. A limpeza era seca, feita com lenços brancos e roupas limpas. Era a vestimenta que definia o nobre asseado e não o banho.

O perfume entra em cena no século XVII para espantar os maus odores. Os pós que esbranquiçavam rostos e perucas de homens e mulheres da Corte não eram usados por razões de ordem puramente estética: por serem perfumados, serviam para espantar o mau cheiro que certamente a falta de banho imputava aos corpos. Com água bastava, para alguns integrantes da nobreza, lavar as mãos e o rosto: alguns manuais de fins da Idade média aconselhavam a lavagem das partes visíveis do corpo (mãos e rosto) com água fria, para propiciar maior vigor e uma melhor visão. A prática era algo acessório, sem relação alguma com prevenção à doença ou algo do gênero. Somente na segunda metade do século XVIII é possível encontrar o bidê nas casas das famílias burguesas abastadas. Usado para lavagem das partes íntimas, bidês eram raros e serviam mais como signo de status do que para a finalidade prática.

A água como um recurso necessário ganha um certo protagonismo durante as epidemias de cólera nas cidades europeias, em particular na capital parisiense, quando é empregada com a finalidade de diminuir os odores pútridos que invadiam as ruas. As transformações no traçado urbano das principais cidades europeias seguiam o caminho das águas: era preciso tomar providências para evacuação dos dejetos, bem como para a circulação de água nas casas. Londres estava à frente nesse processo: em 1830 era possível encontrar casas com água até o terceiro pavimento. Em Paris não acontecia o mesmo: os investimentos em embelezamento da cidade suplantavam o interesse em se aplicar verbas para obras de saneamento. Muito lentamente a água vai enchendo as banheiras das casas das elites e a prática de banhar-se ganha adesões, porém não sem hesitações.

Lavar os cabelos ainda era difícil de ser aceito, o mesmo valendo para o desnudamento no momento de entrar na banheira. O banho era boicotado pelo pudor. Velhas crenças ainda ocupavam um lugar importante no imaginário europeu da primeira metade do século XIX. Balzac, por exemplo, passou um mês sem se barbear e sem tomar banho enquanto tinha que entregar o romance La Femme Supérieure, produzido sob encomenda. Ao retomar a prática de se lavar, fê-lo com certa temerosidade; em seu relato, considerava que o banho iria enfraquecer seus músculos e ele precisava de energia para escrever outro romance (Vigarello, op.cit.,p.181).

A palavra higiene se impõe no vocábulo social nas primeiras décadas do século XIX e se constitui como um conjunto de conhecimentos integrados às pesquisas em fisiologia, química e história natural. Médicos passam a orquestrar políticas públicas de salubridade. Aos poucos, o controle social dos corpos pelo Estado, por meio das diretrizes de cuidados corporais, toma conta de manuais e ocupa as escolas. Trocar  de roupas e tomar banhos de tempos em tempos eram recomendações médicas para os acometidos pelas epidemias e surtos de cólera.

As políticas públicas de higiene, esse termo de origem oitocentista que designa  os dispositivos e saberes dedicados à promoção da saúde,  estabeleceram uma nova lógica de salubridade e ordenamento social. Banhos públicos passaram a ser construídos para que a população menos abastada tivesse acesso à prática, pois o banho privado ainda era um luxo. Em meio a essas medidas, discursos de patologização da pobreza ganham fôlego, na medida em que moralidade e limpeza passam a estar estereotipicamente associadas. A higiene das famílias se associa à ordem e a saúde, enquanto a sujeira passa a ser sinônimo de vício moral e desordem. Para os trabalhadores, diziam discursos influentes da época, os banhos tinham que ser curtos: “Banhos prolongados produziam sobre o trabalhador e a mulher do povo susceptibilidades vergonhosas”, sentenciava o empresário Bourgeois d´Orvanne em 1854 (Vigarello, op.cit.,p.215).

Com as descobertas de Louis Pasteur nos anos 1870-80, uma mudança mais significativa se operou no tocante à percepção sobre a limpeza: “O banho tem um novo objeto: fazer desaparecer uma presença corpuscular” (Vigarello, op.cit.,p.217). Manuais de higiene podiam ser encontrados com frequência nas bibliotecas e livrarias. Em um deles, publicado em 1902 na França, o autor advertia que “as mãos que tocam devem ser objeto de cuidados constantes(…) É preciso lavá-las com sabão diversas vezes ao dia”(Vigarello, op.cit., p.221). A ciência desvelava um mundo invisível que ameaçava os indivíduos e suas economias. Aos poucos, uma consciência epidemiológica se instala nos hábitos e práticas ocidentais, muitas vezes pela via do convencimento e outras tantas por vias coercitivas.

Os textos sobre higiene publicados na França entre o final do século XIX e o início do XX apresentavam tons catastróficos voltados a afetar emocionalmente e, por conseguinte, pedagogicamente a sociedade. Afinal, compreender a existência de seres invisíveis que poderiam destruir milhões de vidas, mas que, ao mesmo tempo, poderiam ser impedidos de se alastrar com o simples uso de água de sabão, exigiria dos indivíduos uma capacidade de abstração e uma aceitação do discurso científico que, naquela época, não eram de penetração tão fácil no senso comum. Novas formas de conhecimento se anexam às novas exigências sobre os corpos na esteira da investigação de todo um mundo invisível a olho nu: “enumeração de vírus, codificação de tipos de micróbios, cultura e semeadura de germes, escapam totalmente ao olhar familiar” (Vigarello, p.219). Os escritos apontavam o poder implacável desse inimigo invisível, de modo que a ideia de limpeza adquire um outro tipo de conotação: ser limpo é primeiramente afastar bactérias, protozoários e vírus.

O ato de se lavar não mais encontra sua justificativa prioritária na percepção sensível e observável dos odores ou da aparência; o propósito se desloca para uma racionalização de práticas contra inimigos invisíveis, apreendidos e quantificados cientificamente. Surtos de difteria diminuem proporcionalmente à aplicação de medidas sanitárias. O discurso biocientífico encontra suas provas. Como nos diz Vigarello, a “objetificação desses seres microscópicos reforça o discurso positivista de fins do século XIX” e, com ele, a ideia de responsabilidade dos governos e dos indivíduos. Em uma publicação de 1886, um autor sentenciava que “as doenças epidêmicas são a consequência da ignorância e a punição da incúria dos povos e dos indivíduos” (Vigarello, op.cit.,p.224).”

Tal implantação de uma consciência epidemiológica a partir de então vai marcar as histórias no Ocidente nas décadas seguintes. Escavar e prospectar velhos terrenos da História talvez nos ajude a perceber que a adesão ao discurso científico e a apreensão e aceitação de premissas científicas sobre as vidas humanas foi e é um longo trajeto de negociação e conflito, convencimento e imposição, que data de pouco mais de um século. A pandemia atual abriu novas rachaduras históricas por meio das quais brotaram, do subsolo dos tempos, discursos e mistificações que pensávamos há muito superados.

Referências Bibliográficas

BOLTANSKI, Luc. Les usages sociaux du corps. Annales E.S.C, n.1,1971.p.205-233.

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DUERR, Hans Peter. Nudez e Pudor. O mito do processo civilizacional. Trad. Pedro Dias. Lisboa: Editorial Notícias,2002.

FEBVRE, Lucien. La sensibilité et l´Histoire. Comment reconstituer la vie d´autrefois? Annales d´Histoire Sociale, 3/1-2, 1941.p.5-20.

HONNETH, Axel.The critique of power. Reflective Stages in a critical social theory. Cambridge. Translated by Kenneth Baynes. Cambridge, Massachussets: MIT Press,1991.

LE BRETON, David. A sociologia do corpo.6.ed. Petrópolis-RJ: Vozes,2012.

VIGARELLO, Georges. A história da beleza: o corpo e a arte de se embelezar. Do Renascimento aos dias de hoje. Rio de Janeiro: Ediouro,2006.

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____________________. Le propre et le sale. L´hygiène du corps depuis le Moyen Age.Paris: Éditions du Seuil, 1985.

 ___________________. O limpo e o sujo. Uma história da higiene corporal.São Paulo: Martins Fontes,1996.

____________________. O sentimento de si: História da percepção do corpo- Séculos XVI-XX. Petrópolis-RJ: Vozes,2016.

Para citar este post

BARBOSA, Cibele. Da água mortífera à água que salva: Georges Vigarello e a história social das práticas de higiene corporal e sua relação com as epidemias. Blog do Sociofilo, 2020.  [publicado em 02 maio de 2020]. Disponível em: https://blogdolabemus.com/2020/05/02/da-agua-mortifera-a-agua-que-salva-georges-vigarello-e-a-historia-social-das-praticas-de-higiene-corporal-e-sua-relacao-com-as-epidemias-por-cibele-barbosa/

 

 

 

4 comentários em “Da água mortífera à água que salva: Georges Vigarello e a história social das práticas de higiene corporal e sua relação com as epidemias, por Cibele Barbosa”

  1. Paulo Henrique Martins

    Reflexao muito oportuna para se repensar as políticas dos corpos. Talvez esteja emergindo uma necessária mudança da consciência epidemiológica a partir de Nova relacao entre higiene e cuidado. Concorda Cibele?

    1. Certamente, Paulo. As respostas que as sociedades oferecem aos momentos de crise sanitária, observáveis ao longo das diversas epidemias enfrentadas no passado, reconfiguram e ressignificam os hábitos relacionados ao corpo, ao cuidado de si e ao cuidado com a coletividade. O momento atual vai exigir de nós novas respostas. Grata pela leitura.

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