Seminário “O século de Foucault: teoria social, autoritarismo e tecnologias de poder” – uma colaboração NEV/USP e Labemus
Com Marcos Alvarez (USP), Alessandra Teixeira (UFABC), Gabriel Peters (UFPE), Diogo Corrêa (EHESS) e Gustavo Higa (USP)
*O texto a seguir foi publicado originalmente no número 6, lançado em 2004 na Verve, a revista semestral autogestionária doContinuar lendo
Com Marcos Alvarez (USP), Alessandra Teixeira (UFABC), Gabriel Peters (UFPE), Diogo Corrêa (EHESS) e Gustavo Higa (USP)
Toda a sociologia de Pierre Bourdieu é uma reflexão sobre a mudança social, mesmo quando seu foco ostensivo é a reprodução
O sistema capitalista instrumentalizou os mais diversos momentos da existência humana, extraindo continuamente valor do indivíduo seja como trabalhador, seja como consumidor. Nesse contexto, entretanto, o sono permanece uma “exceção colossal”, diz Jonathan Crary, à funcionalização capitalista da vida.
Em mais uma vídeo-aula do Labemus, Gabriel Peters oferece uma introdução às teses e conceitos fundamentais do chamado “materialismo histórico”, a abordagem desenvolvida por Karl Marx e Friedrich Engels ao estudo das sociedades humanas e das suas trajetórias históricas. A direção e a edição são de Mariana Max.
Em sua combinação peculiar de otimismo do intelecto e pessimismo da vontade, o “determinismo” sociológico de Bourdieu é um instrumento na luta ético-política pela liberdade.
Bourdieu sustentou que sua principal contribuição à sociologia consistia na insistência sobre a reflexividade, tomada como um procedimento metodológico indispensável ao estudo científico do mundo social.
Bourdieu jamais se cansou de desvelar as indignidades que a operação cotidiana do mundo social torna invisíveis pela dissimulação ideológica.
A naturalização ideológica de estruturas sociais contingentes, atravessadas por assimetrias arbitrárias de poder, é o processo capturado pela sociologia crítica de Bourdieu.