Quem tem direito à depressão?
É mais fácil diagnosticar um sofrimento intenso como “patológico” quando ele não parece derivar de circunstâncias difíceis de vida. Já diante da pobreza extrema, do racismo cotidiano e de outras formas de opressão, o sofrimento intenso tende a ser visto como reação proporcional e compreensível. Mas não estaria aí o risco de transformar a depressão em privilégio dos mais abastados?















